Transformances Acadêmicas

Grafitagens e instalações, 29.04, fotos por Tayná Cardel.

Eis algumas imagens da plenária de 28.04, e posterior ação de grafitagem… quem tiver fotos, selecione as mais relevantes e mande pro e-mail: fam.ufpa@gmail.com

Bom final de semana a todos, e não deixem de pesquisar como o Luizan nos sugeriu!

Plenária de 28.04.2011, e + ações.

Em registro da reunião da Comissão de Sensibilização da Faculdade de Artes Visuais e Museologia foi realizado um balanço do dia anterior, com apontamentos à existência de fatores positivos e negativos a serem considerados pelas atitudes tomadas pelo grupo.

O atos desinformados e mal direcionados são reafirmados, porém nota-se a intencionalidade não tolir os vestígios da grafitagem na parede, pelo contrário, a grafitagem é abraçada como meio crucial de transmitir ideais de luta.

A pauta aberta pela outra comissão foi lida, para auxiliar o direcionamento da discussão:

  • A necessidade de uma Audiência Pública com a reitoria.
  • A questão da adaptação imediata do espaço do atelier.
  • A garantia da verba do REUNI.
  • A precariedade de manutenção do prédio do atelier.
  • Enfatizar o caráter político da discussão.
  • Discutir sobre o documento de repúdio às atitudes da gestão de música.
  • Levantamento da estrutura física do atelier e número de egressos e ingressos dentre os alunos de todos os cursos acolhidos no prédio.
  • Projeção para o futuro.

A partir desses dados, foi dada a largada à discussão, que concluiu-se com a chegada dos professores Benny e Celso. A discussão foi circundada com tais pensamentos:

  • “Música sempre vence”.
  • O atelier precisa de reformas para todos os cursos, afim de que haja uma boa convivência entre todos até a conclusão dos prédios anexos novos.
  • As verbas do REUNI estão sendo rejeitadas? ~ fica um questionamento a ser resolvido com a visita ao Reitor.
  • A falha de comunicação entre todos foi reafirmada, inclusive como fator crucial nas ações mal direcionadas.
  • Nota-se a necessidade de criação de um manifesto.
  • O fato de a Gestão do Curso de Música, em duas instâncias, não respeitar os acordos e decisões da congregação.
  • Repara-se que soluções estão sendo priorizadas para a música, porém o Celso esclareceu que se tratava de uma demanda anterior ao mandato da chapa dele, portanto, os nossos R$ 20.000,00 estão intactos ainda.
  • Apagar a pichação expulsando os músicos do atelier foi colocada fora de cogitação.
  • A disponibilidade da FAM sair do atelier é levantada, pegando toda a grana do REUNI (cadê essa grana?)
  • Nota-se a sensação de que a massa alunada de música está sofrendo manipulação e coação política.
  • A convocação da imprensa é colocada (Já existem contatos com a Tv Cultura e RBA)

Num segundo momento, o professor Luizan adentrou a sala, e nos sugere a pesquisa - principalmente neste final de semana - por referências, para postular uma fala precisa e uma escrita inteligente. Após sua saída, a chegada dos professores Benny e Calso dão novo fôlego a discussão, da qual tais fatores mostram-se relevantes:

  • As necessidades enumeradas anteriormente são levantadas.
  • A procura ao reitor é citada pelo alunado.
  • R$20.000,00 é o que podemos contar para essa reforma.
  • Como o curso de artes pode receber todos os cursos, inclusive música, e obliterar as necessidades de todos?
  • Como fragmentar os cursos em prédios diferentes, se esses gastos podem ser direcionados ao atelier.
  • A validade do espaço do Olimpia enquanto patrimônio da sociedade paraense para a UFPA.
  • Uma comissão foi criada para a demanda de convivencia entre os cursos e espaço.
  • Eles afirmam que o valor para a reforma do atelier no lado direito não foi usado para privilegiar o curso de música, e que o dinheiro direcionado para reformas está intacto, prestes a ser utilizado para o melhoramento do atelier no lado esquerdo.

Após a saída dos professores, foi dado um encaminhamento final juntamente com a discussão sobre as próximas ações artísticas de protesto válidas para nossa causa, mas como muitos já haviam se retirado, inclusive para dar início à grafitagem do prédio, ficou combinado de se resolver numa próxima reunião.

Quanto às ações executadas no atelier, listo todas a seguir:

  • Notou-se hoje uma visível homogeneidade no discurso de hoje. Alunos fizeram um trabalho de grafitagem nas paredes externas do atelier, dessa vez nenhuma mensagem ofensiva foi escrita.O trabalho feito foi assistido pelos demais alunos de artes, museologia e cinema.
  • Logo depois, a primeira banda estava se preparando para tocar. A tática do silêncio foi obedecida, organizada pelos alunos da comissão.
  • O primeiro ato foi do Lucas, que ficou amarado como um cachorro, com uma vasilha de água, outra de comida e fita na boca bem ao lado do palco.
  • Depois todos os outros alunos coloram fitas em suas bocas e assim que a música começou, entraram em fila indiana, sentaram e contemplaram o show em calma e silencio.
  • Tayná e Romário deram inicio a outra performance. Ainda sentados, brincaram de adoleta, a medida que a música ganhava ritmo, e palmas na brincadeira iam seguindo o ritmo da canção, até que a música ganhou um corpo dançante e começaram a dançar freneticamente (ainda sentados), enfim levantaram e dançaram mais ainda, e convidaram os colegas de protesto para levantar e dançar, e outros se juntaram, inclusive alunos de musica.
  • Depois da primeira musica sentaram e em alguns momentos levantavam, sempre com o silencio das fitas na boca.
  • Ricardo durante o show realizava outra performance, assim como o Lucas, que permaneceu ao lado do palco, sentado e com placas feitas pelos outros alunos pedindo o dialogo.
  • Depois de muito “senta e levanta”, sempre calados, finalmente todos tiraram as fitas, após o final das apresentações, e gritaram finalizando o ato.

Fotos e vídeos das ações com a Cinthia, Breno e Silvia (museologia). 

Ações no dia 27.04.11

Infelizmente não pude ficar pra conferir todas as ações performáticas que já ocorreram hoje no atelier durante o EMUFPA, mas transcrevo alguns dos acontecimentos que me passaram via e-mail:

  • Houve um banho de chuva do qual vários alunos de artes participaram.
  •  Lucas atou uma rede na entrada do atelier e ficou intervindo na passagem de todos em sua poética.
  • Ricardo fez a performance tomando banho de tinta no meio do show, enquanto outros dançavam as músicas tocadas pelos alunos.
  • Fomos obviamente criticados, vaiados em alguns momentos, uma senhora loira (que acredito ser coordenadora de musica) veio reclamar várias vezes…
  • Em certos pontos das discussões, alunos (muito empolgados com a situação) ficaram gritando “fora musica” e outras coisas que não tinham cabimento,  pois desde o princípio está claro que nossa discussão não envolve o alunado e sim a gestão do curso de música.
  • O muro da frente foi riscado por muitos alunos…não lembro agora de tudo que estava escrito, alguns eram direcionado ao Reitor pedindo melhorias.
  • Uma bombinha foi explodida, gerando bastante confusão.
  • Os alunos de música, devido as situações acharam que estávamos tentando acabar com a programação deles, e em alguns momentos foram ao microfone falar… temos de reforçar nosso discurso afim de nos retratar com nossos colegas de música e focalizar toda a poética de nosso discurso para  GESTÃO DO CURSO DE MÚSICA. E conter toda e qualquer ação MAL FORMULADA, PARA NÃO SERMOS MAL COMPREENDIDOS.

Fotos e videos serão divulgados em breve!

Atelier de artes: necessidades pertinentes!

Hoje ocorreu um evento histórico no auditório da Faculdade de Comunicação e Letras da UFPA. Com a organização de uma assembléia geral, que teve a participação de docentes, discentes e técnicos do Atelier de Artes, foi discutida a atual situação dos cursos desenvolvidos pela Faculdade de Artes e Museologia e os impasses referentes à questão da deficiência logística já proeminente em nosso espaço de estudo, somadas às já explícitas animosidades com os gestores de graduação em música.

Para que se pudesse desenvolver um discurso, a trajetória do curso de artes foi traçada com base nos depoimentos dos professores Edson, Edilson, Afonso Medeiros e Neder Charone, que se encontram na instituição desde épocas passadas do curso de artes, quando era repartido o espaço com o curso de letras no campus básico, de maneira precária e deficiente. E um detalhe foi afirmado e enfatizado em uníssono: todas as políticas realizadas em prol da garantia e acesso a um espaço independente para o desenvolvimento de um curso digno de artes foi batalhada e conseguida somente pelos docentes e discentes de Artes, e inclusive, a tomada da reitoria, objetivada para a aceleração da construção do atelier, também é de mérito dos alunos de artes.

Essas memórias - em prol de um discurso do qual os gestores dos cursos de artes e museologia estão com a intencionalidade de “tomar posse” de um espaço que por direito é do curso de graduação em música - estão sendo ignoradas oportunamente, em somatória com a absoluta necessidade de espaço que vem sendo sofrida com a criação dos novos cursos através do REUNI: Cinema e Museologia. É sabido que a FAV se partidarizou ao REUNI para abrigar esses dois novos cursos, e essa decisão foi tomada contando com o espaço direito do atelier, que estava a ser provisoriamente utilizado pelo curso de graduação em música.

Eles, do curso de música, tinham de arrumar seu próprio prédio para abrigar suas turmas e a coordenação, decisão esta tomada desde meados a gestão de governo federal passada, e enquanto a obra seria levantada, eles alugariam um espaço para não prejudicar seus educandos. Porém, o aluguel foi protelado até hoje, e com a posse da Dilma, os aluguéis de espaços para uso de instituições federais foi proibido.

Os impasses gerados por essa decisão são prejudiciais para todos, porém, o curso de música fechou suas portas para o diálogo, e além de não ceder espaços necessários - historicamente e oficialmente nossos - também realizam reuniões em caráter fechado para manter essas atitudes que desobedecem, no mínimo, qualquer noção de boa convivência e respeito a nossa faculdade. Por isto nós, dos cursos de Artes Visuais, Cinema e Museologia, nos reunimos para buscar meios legais e gerar um consenso quanto às atitudes que todos irão tomar a partir daquele momento e quanto as questões a serem resolvidas com urgência.

Tais questões urgentes são:

  • O repúdio ao atual posicionamento da gestão de graduação em música, e a tentativa de novos diálogos em conjunto.
  • Uma reivindicação ao Reitor de um posicionamento quanto à verba do REUNI, principalmente com relação à obras referentes ao Anexo para os cursos de Cinema e Museologia.
  • A adaptação imediata do espaço do Atelier, para abrigar a todos enquanto essas obras não concluem.
  • Que a utilização da verba do REUNI seja utilizada com inteligência para a execução desta obra, e temos até este ano para isso.
  • O levantamento de dados referentes à quantidade de alunos, evasão escolar, formandos, projetos de pesquisa em extensão e grupos de pesquisa em todos os cursos do atelier - incluindo música - para obter respaldo quanto à necessidade de infra-estrutura dos cursos.

E para que essas questões sejam sanadas em tempo hábil, dois grupos foram criados hoje: uma para as questões burocráticas, e a tentativa de aceleração dos processos legais referentes às problemáticas abordadas e outro para sensibilização da comunidade. Ambos os grupos são formados por docentes e discentes dos cursos de artes e museologia, e qualquer um pode se voluntariar para ambos… tendo em mente que a luta por um espaço digno para todos os cursos será a grande pauta para todas as atividades de ambos os grupos, de maneira justa e discutida sem detrimento ao direito de nenhum outro indivíduo, estudante ou funcionário da comunidade acadêmica.